Estudo mostra empresas que mais cresceram

Com o sétimo melhor desempenho nacional, a Carbo Gás experimentou incremento de 436% nos últimos três anos

Marina Falcão

O que há em comum entre as empresas pernambucanas Provider, Gratícia Alimentos, Kronorte, Carbo Gás, Estaf Equipamentos e JBR Engenharia? Todas constam na lista das 200 Pequenas e Médias Empresas (PMEs) que mais cresceram no Brasil nos últimos três anos elaborada pela consultoria Deloitte em Parceria com a revista Exame. O estudo mostra que com menos de cinco anos de mercado essas seis organizações encerraram 2008 com receita líquida entre R$ 5 milhões e R$ 200 milhões.

Com o sétimo melhor desempenho nacional, a Carbo Gás experimentou incremento de 436% nos últimos três anos, saindo de uma receita líquida anual de R$ 3,1 milhões para R$ 17 milhões. A empresa atua no ramo de produção e distribuição de gás carbônico, muito utilizado na indústria de refrigerantes. A fórmula do sucesso, segundo diretor-executivo Fernando Mota, está na proximidade com os clientes. “O número do meu celular está estampado nos carros de distribuição. Estou disponível a qualquer hora. O resultado é que hoje fornecemos para gigantes como Ambev, Frevo e Schincariol”, conta.

Já a Gratícia acumulou um saldo positivo de 81% nesses últimos três anos, saindo de uma receita líquida de R$ 6,4 milhões para R$ 11,7 milhões. O crescimento da Provider – prestadora de serviço de call center e sistemas na área de TI – foi de 94,9%, saltando de R$ 84 milhões para R$ 163 milhões.

Produzindo implementos para transporte rodoviário, a Kronorte cresceu 70%, alcançando uma receita líquida de R$ 29,5 milhões em 2008, contra R$ 17,2 milhões em 2006. Em Olinda, a Estaf, especializada na locação de equipamentos para obras e eventos, registrou alta de 57%, passando de um faturamento de R$ 8 milhões para R$ 12 milhões. O resultado foi semelhante ao registrado pela JBR Engenharia (51%), fornecedora de estruturas pré-fabricadas de concreto, como pilares e vigas.

“Todas têm em comum o fato de possuírem um alto nível de qualidade e transparência na administração de seus ativos. Com isso, elas se mostram mais preparadas para fazer parte da cadeia dos grandes contratantes”, avalia gerente sênior do Corporate Finance, Valério Veloso.

Fonte: Jornal do Commercio, Economia, 17.10.2009