Sem medo de crescer
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Escrito por Karina   
03-Dec-2009

Nesses 13 anos, a Provider ampliou seu portfólio, incluindo novos produtos


Em 2008 o grupo Provider registrou receita de R$ 163,73 milhões, contra R$ 84 milhões em 2006. Praticamente dobrou de tamanho. Em 2009, deve sair da lista das 200 PMEs que mais crescem no Brasil. Ultrapassando a barreira dos R$ 200 milhões - e a expansão prevista é superior a 20% -, vira gente grande. Fundado em 1996, o grupo tinha oito funcionários para fazer outsourcing (terceirização) de serviços de tecnologia da informação (TI). Hoje são mais de 10 mil colaboradores em 12 estados brasileiros. Fora do Brasil, estabeleceu presença no Chile e em Angola.

Nesses 13 anos, a Provider ampliou seu portfólio, incluindo novos produtos. Continua atuando em outsourcing, mas oferece também contact center, brigando com as gigantes Contax (Oi) e Atento (Telefônica). Faz gestão de processos de negócios (BPM, sigla para Business Process Management). Tem uma fábrica de software. E acabou de constituir a Múltipla Assessoria de Crédito.

"Agregamos tecnologia a novos produtos para fidelizar nossos clientes. Não enxergamos o nosso serviço como uma commodity. A cada uma dessas verticais agregamos tecnologia, nossa atividade-fim", explica o presidente João Luiz Perez, para quem crescer de forma acelerada tem um lado bom e outro ruim. Bom porque dá visibilidade, acesso a novos mercados. E ruim porque gera uma desordem interna, falta de controle nos contratos e custos.

A grande guinada, segundo Perez, foi o planejamento estratégico. Desde 2004, o grupo vem procurando alinhar as diversas culturas internas, "olhando para o próprio umbigo". "Começamos a profissionalizar nossa estrutura, a criar um conceito de grupo. Implantamos um ERP (sistema integrado de gestão), controladoria e auditoria, fizemos planejamento tributário. E o RH foi fundamental nesse processo", conta.

Intensivo em mão de obra, o grupo se preocupou em ter uma boa gestão de pessoas. Tradicionalmente, os profissionais de TI são considerados avessos ao controle, à gestão, mas Perez garante que todos acabaram se engajando nesse processo. Tanto que o grupo vive frequentando listas das melhores empresas para trabalhar no Brasil.

"Estamos nos organizando agora para dar outro grande salto. Em 2010, vamos abrir nosso capital para fundos de investimento. Mais na frente, vamos chegar à bolsa de valores", planeja Perez.

Fonte: Diario de Pernambuco, Economia, 22.11.2009